O que temos a interrogar sobre a loucura longe dela? Nos aproximemos da loucura do outro, mas antes de tudo da nossa, para disto falar alguma coisa.
O ideal da luta antimonicomial na Bahia e no Brasil foi romper com o isolamento, os maus tratos, o descaso, a falta de tratamento de qualidade, a discriminação no meio social e nas políticas públicas em relação a doença mental. A prática atual responde negativando essas questões?
Existem os CAPS como alternativa ao antigo modelo de contenção física. Mas já existe efetivamente uma clínica de qualidade dentro dos CAPS? O sistema funciona integrado, em rede, considerando outras unidades da saúde como hospitais e NASF? Como estão sendo praticadas as alternativas que vão para além da contenção química medicamentosa? Tem articulação sistêmica minorando o efeito da diferença?
A convite do CAPS de Guanambi, que certamente sustenta essas interrogações, alunos e professores do Curso de Psicologia da FG saíram à rua, com usuários e profissionais daquele serviço, na data do dia da Luta Antimonicomial, 18 de maio. O propósito geral foi levar as questões à comunidade. O nosso foi estar junto nisto e nos inserir naquilo que é de nossa área na vida social local.
Pedro R Ivo das Neves
Coordenador do Curso de Psicologia da FG
Em 18 demaio 2011


