Como
sabemos a cada quatro anos ocorrem as eleições no Brasil, onde os brasileiros
deverão se dirigir ao seu local de votação para escolher seus representantes
através da votação eletrônica.
O
Brasil foi um dos primeiros países a arriscar uma votação eletrônica. Enquanto
países tecnologicamente mais avançados como os EUA e Canadá ainda usavam papel,
nós, aqui no chamado terceiro mundo, preferimos apertar botões para escolher
políticos. O responsável pelo processo sempre foi o Tribunal Superior Eleitoral
e ele começou a inserir o voto eletrônico nas eleições de 1996.
Antes
das eleições começarem, os dados da zona e da sessão eleitoral em que a urna
está são carregados nela, além de dados dos futuros candidatos. Os registros da
votação são gravados com criptografia em um cartão “CompactFlash” e extraídos
no final do processo para um “pendrive” USB. Dentro do “pendrive” ficam
gravados um boletim da urna, o registro digital do voto, dados de quem não foi
votar (para aplicarem a multa, claro), justificativas e arquivo de log. Porque
afinal de contas, tudo precisa de um log.
A segurança do sistema eletrônico
de votação é feita em
camadas. Por meio de dispositivos de segurança de tipos e com finalidades
diferentes, são criadas diversas barreiras que, em conjunto, não permitem que o
sistema seja violado. Em resumo, qualquer ataque ao sistema causa um efeito
dominó e a urna eletrônica trava, não sendo possível gerar resultados válidos.
Em
2009 o Tribunal Superior Eleitoral, confiante que tinha feito um bom trabalho
no código-fonte, criou um desafio: convidou hackers a invadirem a urna
eletrônica usando apenas seus conhecimentos técnicos e impondo várias
restrições. 20 especialistas em segurança bateram suas respectivas cabeças no
teclado durante 4 dias seguidos, tentando acessar os dados de teste dentro dos
aparelhos. Devido às restrições impostas pelo tribunal, nenhum deles teve
sucesso, embora os testes tenham servido para aperfeiçoar a segurança da
votação. Segundo alguns dos especialistas presentes, se eles pudessem usar de
engenharia social ou de programas específicos, garantem que conseguiriam
invadir o aparelho tão facilmente quanto tirar um doce de uma criança.
Mas
ainda não é possível confiar totalmente na segurança, pois nenhum sistema é
100% seguro. Nas eleições do ano de 2014 foi suspeito de ter acontecido uma
fraude na votação, porém nada confirmado, também já foram hackeados a NASA e
até mesmo o Google.
Equipe: Alex
Sander Fernandes Santos, Ana Clara Bezerra Rocha, Ana Paula Sales P. Lima, Heber
Magno Da Silva Reis, Marcelo Donato Malheiros Castro
Alunos
do Programa Jovem Aprendiz, Guanambi, Bahia.
Prof.
Orientador: Wilson Pereira dos Santos, Administrador com ênfase em Sistemas de
Informação, Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, Docente da Faculdade
Guanambi.



